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sábado, 3 de janeiro de 2015

INTERPOL e a pirataria maritima.

Apesar de ter feito poucas pesquisas sobre pirataria marítima na internet nos últimos tempos eu sempre estou lendo alguns livros para não ficar totalmente desatualizado com o tema.
Hoje ao iniciar uma pesquisa me deparei que o site da INTERPOL resolveu dar uma importância para este tema. No inicio das minhas pesquisas não existia nada no site deles em relação a este tema, isso mostra que os organismos internacionais estão dando uma importância cada vez maior para a pirataria marítima,  tal reconhecimento vai ajudar muito nas pesquisas e no conhecimento do tema em questão. Segue uma resenha:

Pirataria marítima.

O grande numero de ataques principalmente no Golfo de Aden, Somalia e no oceano indico estão crescendo nos últimos anos e esta sendo cada vez mais difícil de combater pois tais Estados estão localizados em uma região marítima muito vasta.
Os danos não são apenas para o comercio internacional que perde milhões de dólares com os ataques e com o combate há pirataria mas também para as pessoas que vivem das atividades marítimas como pescadores, tripulação dos navios e ate os habitantes de tais regiões onde acontecem os ataques. 
Segundo o site, grande parte do dinheiro conseguido pelos piratas são revertidos para os seus financiadores que agem dentro do território.
Um dos desafios da INTERPOL é conseguir mapear o fluxo de dinheiro que os piratas conseguem e para isso eles agem em três principais áreas trabalhando junto com a comunidade internacional:
Improvisando as evidencias coletadas ou seja eles dão o treinamento necessário para que a comunidade internacional tenha a possibilidade de coletar o maior numero de dados com a melhor qualidade possível para que este fenômeno possa ser realmente mapeado. Junto a isso eles estão criando o Global Database on Maritime Piracy que será possível interligar todas as comunicações feitas entre os piratas. Isso ira ajudar a identificar os valores perdidos de uma maneira mais precisa e identificar quais as pessoas por traz dessa atividade
Facilitando a troca de informações entre as nações, os navios que foram vitimas dos piratas e a marinha que capturou algum deles, tudo isso a fim de ajudar no rastreamento de alguma embarcação suspeita.
E pro fim ele pretendem trabalhar em parceria com diversos organismos internacionais como por exemplo United Nations, International Maritime Organization, Baltic and International Maritime Council, European Union, Europol, Eurojust, African Union pois este é um fenômeno global que exige uma ação em conjunto para ser combatida.

Com o reconhecimento da pirataria marítima como um fenômeno global e histórico, os estudos e analises dos organismos internacionais e com as ações das diferentes marinhas sera cada vez mais fácil de mapearmos as ações, o fluxo financeiro e o perfil dos lugares e pessoas que praticam a pirataria marítima.






terça-feira, 5 de junho de 2012

O fim da Era de ouro.

Não tenho como objetivo dar todas as características da Era de Ouro da pirataria marítima apenas em um post pois esta época merece ser tratada com toda atenção, estudarei este período na minha monografia. Pretendo escrever apenas um breve comentário para que os leitores e curiosos possam ter uma noção do que aconteceu neste período e dar possível explicação de  como este período chegou ao fim.(fato que sempre me trouxe muita dificuldade para explicar e é o principal material deste artigo).

 A chamada Idade de ouro da pirataria marítima ocorreu entre a segunda metade do século XVII até 1730 e foi caracterizado pela grande quantidade de ataques piratas no Mar Mediterrâneo e principalmente no Caribe, suas ações nos mares do Caribe ficaram tão famosos que a maioria das representações cinematográficas atuais representam esta época. Neste período os piratas conseguiram exercer um grande influencia nos governos, chegando a formar verdadeiros “paraísos” onde eles poderiam navegar livremente sem se preocupar em ser atacados por alguns navios de guerra, chamados de Man of war esses navios eram muito maiores que os navios piratas e eram mandados para as águas mais perigosas do globo tendo como objetivo apenas a capturas dos piratas que agiam em tal região.

Um dos locais mais famosos que abrigavam os piratas foi a cidade de Port Royal na Jamaica, isto aconteceu pois o governador deste pais ignorava a presença desses ladrões, que não atrapalhavam a economia do local, e ainda contava com a ajuda da Inglaterra que incentivava esta pratica distribuído diversas cartas de corso para que os corsários pudessem roubar os navios espanhóis. Este período causou um grande prejuízo nas economias da Holanda, França e Espanha pois os piratas dominavam as principais rotas comerciais dessa época e os custos para garantir a segurança total das embarcações mercantis eram muito autos.

 Não existe uma bibliografia especializada dizendo qual foi o verdadeiro motivo para o fim da Era de Ouro da pirataria marítima, porém após realizar uma pesquisa consegui encontrar um trecho de um livro que traz um explicação satisfatória e gostaria de compartilhar com todos os leitores esta informação rara e importante.

 A Era de ouro da pirataria marítima começou a ter um fim por volta de 1720 quando a marinha inglesa começou a realizar diversas patrulhas na região do Caribe, isto fez com que Port Royal se tornasse um local perigoso para os piratas. A presença dos piratas foi praticamente extinta desta região do planeta quando dois piratas famosos, Charles Vane e “Calico” Jack Rackham, foram capturados e mortos. O fim desta Era chegou realmente ao fim após a morte do Barba Negra (Edward Teach) na cidade de Ocracoke, Carolina do Norte.(FRICK In HABERFELD; HASSEL,2009;109-110).



 
    Em branco podemos localizar Ocracoke, as Ilhas Providencia, Port Royal, Tortuga e a ilha de Hispaniola, locais muito importante para a  história da pirataria marítima.


 Fontes:

 COUTO, Sergio Pereira. A história secreta dos piratas. São Paulo: Universo dos livros,2006. 

HABERFELD,M.R.;HASSEL, Agostino Von. Modern Piracy and Maritime Terrorism: The Challenge of Piracy for the 21st Century. Duduque: Kendall Hunt publishing company, 2009. 

JOHNSON, Charles. Piratas: Uma história geral dos roubos e crimes de piratas famosos: A política interna, a disciplina de bordo, as façanhas e aventuras de 19 criminosos célebres da Era de Ouro da pirataria (1717-1724). Porto Alegre: Artes e Ofícios ,2004.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Pirataria marítima na América do Sul.

Apesar de não ser um dos principais pontos onde ocorre a pirataria marítima, a América do sul também é afetada por este fenômeno. Concentrado em países como Peru, Uruguai, Brasil, Colômbia, Jamaica e Venezuela os ataques são realizados quando os navios estão ancorando e durante o transporte realizado nos rios, sendo os principais alvos os navios petroleiros, os navios que carregam contêineres e as balsas que fazem o transporte de mercadorias pelas hidrovias da região.

Entre 1997 e 2002 as águas do Equador apresentaram cerca de um ataque por mês e isso aconteceu nos arredores da cidade de Guayaquil onde o governo é fraco e o nível de corrupção é muito alto facilitando assim as ações dos piratas.

A pirataria marítima é um problema de segurança brasileira desde 1995 quando foram registrados 17 ataques, a situação piorou na metade do ano 2000 quando os números de ataques a navios contêineres aumentou drasticamente no porto de Santos e em 2001 quando o navegador Peter Blake foi morto em um porto na Amazônia. Tais fatos fizeram com que o IMO (International Maritime Organization) pressionasse o governo federal para que a segurança marítima fosse reforçada, principalmente nos portos do Rio de Janeiro e Santos onde a corrupção predomina. Com algumas ações tomadas pelo governo brasileiro os ataques diminuíram e foram realizados apenas três assaltos em 2005 e sete ataques em 2006.

Desde 2003 os ataques no porto de Kingston na Jamaica tornaram-se violentos e freqüentes isso fez com que o IMB (International Maritime Bureau) a partir de 2006 considerasse este local como um dos principais pontos das ações dos piratas no mundo.

Existem registros de ações dos piratas no Suriname e na Guiana, os alvos normalmente são os pescadores locais e vale destacar que os ataques realizados nesta região são extremamente violentos.

Na costa entre a Venezuela e a Colômbia os principais alvos são os iates que são abordados ao ancorar, principalmente nos portos de Maracaíbo, Cartagena e Barranquilla.

Apesar do baixo índice de ataques podemos perceber que eles acontecem em diversos Estados da região e é importante que os governos se conscientizem para que dessa maneira eles possam realizar algumas ações multilaterais tendo como objetivo o extermínio da atividade na região.


Legenda:Ataques realizados em 2012 na América do Sul.


Fonte:

GOTTSCHALK, Jack; FLANAGAN, Brian. Jolly Roger with an Uzi: the rize and the threat of modern piracy. Annapolis: Naval Institute Press,2000.

INTERNATIONAL CHAMBER OF COMMERCE.IMB Piracy & Armed Robbery Map 2012. Disposto em http://www.icc-ccs.org/piracy-reporting-centre/imb-live-piracy-map. Acesso em 29/03/2012

MURPHY, Martin N. Small boats, weak states, dirty money: Piracy and maritime terrorism in the modern world. New York: Columbia University Press, 2010.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Pirataria no Índico faz Regata Volta ao Mundo mudar regras e apelar para navio armado




O problema da pirataria marítima não atinge apenas os governos e a economia mundial, agora a preocupação é com os esportes aquáticos.

Uma das maiores provas de vela do mundo teve que ser refeita e reavaliada pelos seus organizadores pois os barcos que estão envolvidos nessa competição iriam passar pelas águas as quais os piratas somalis agem, isso fez com que os organizadores dessa prova tivessem que contratar um serviço especializado para transportar os barcos nas águas que são consideradas perigosas para a realização da prova.

Os barcos que participam dessa prova são os mais rápidos do mundo por isso a preocupação é muito grande, para os amantes desse esporte esta corrida é considerada a Formula 1 das corridas oceânicas.

Para evitar que algo aconteça devido as ações dos piratas, os barcos serão transportados dentro de um cargueiro até um porto seguro e secreto e de lá seguirão para Abu Dabi onde a prova deverá ser concluída.

“Segundo uma consultoria contratada pela regata, 1181 navegadores foram sequestrados por piratas só no ano passado. Calcula-se que, no mesmo período, mais de US$ 150 milhões tenham sido pagos em resgates.”

A organização pretende não ter nenhum problema com a pirataria porém é valido lembrar que o planejamento deve ser muito bem feito para que os ataques não aconteçam e que a prova possa ser finalizada com a maior segurança possível.


Fonte: http://sobreasaguas.blog.uol.com.br/arch2011-12-04_2011-12-10.html#2011_12-08_12_01_00-165753517-0

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A fome na Somália.

É estranho como as pessoas tratam a pirataria marítima como alguma coisa engraçada ou fora de nossa realidade.


Como eu sempre afirmo, este fenômeno sempre existiu e ao invés de nós encararmos isto como um fato sério, nós apenas damos as costas para este acontecimento fingindo que ele não tem nenhuma relação ou importância com a história da nossa civilização.

Faz algum tempo que parece que a fome na Somália e a situação das crianças nesse país se tornou uma “modinha” entre os veículos de comunicação. Quando você escuta ou lê algo sobre este assunto você fica com a sensação de que esta situação é algo recente, que nunca tinha acontecido antes na história daquele Estado e você fica indignado com tal situação.

Agora eu pergunto aos leitores. Porque você sente tal indignação ao saber da fome na Somália e não se sente indignado em relação a pirataria marítima?

Não que eu queira ser sádico, mas porque você não faz piadas sobre a fome na Somália e sobre a pirataria marítima você faz?

O fato é que a fome na Somália é apenas uma conseqüência dos fatores históricos que aconteceram neste Estado e como a pirataria marítima neste local vem se desenvolvendo, principalmente através dos clãs que praticam esta atividade, posso afirmar que a pirataria marítima é um importante fator a ser considerado quando falamos da fome na Somália.

Hoje em dia os maiores índices de pirataria na Somália são de pessoas que fazem parte de alguns clãs que dominam tal Estado, essas pessoas conseguem viver em boas condições, além de conseguir garantir a sua sobrevivência, o que é uma grande vantagem já que a Somália é tão mal estruturada que não consegue nem garantir as mínimas condições de sobrevivência para a população.

Tais clãs agem dentro da Somália de uma forma livre visando sempre o seu desenvolvimento e o crescimento da sua influência no Estado somali, para isso eles utilizam principalmente a pirataria marítima e a corrupção.

As famílias que não fazem parte de tais clãs são abandonadas a própria sorte, o que causa um grande nível de pobreza e fome, isto acontece pelo fato do governo somali não ter a legitimidade para tomar as ações necessárias para acabar com tal situação devido ao grande poder que os clãs exercem na política e no desenvolvimento da região.

Aproveitando a situação na Somália, a imprensa (inclusive internacional) chegou a citar que uma ajuda humanitária deveria ser enviada ao pais, outros veículos de comunicação chegaram a considerar uma invasão em tal Estado, desconsiderando assim que tais tentativas já foram feitas, porém não deram certo devido as ações e ao poder dos clãs que dominam a Somália.

O que ninguém considerou foi a possibilidade de haver um investimento em relação ao combate a pirataria marítima na Somália, o que iria causar um enfraquecimento de tais clãs tornando-os alvos mais fáceis de ser perseguidos e exterminados. Tal situação criaria um cenário favorável para as ações de uma possível ajuda humanitária que teria o objetivo de diminuir a pobreza no país.

O fato é que devemos parar de tratar o assunto como “modinha” e devemos realmente criar uma consciência sobre o problema da fome na Somália não nos esquecendo que isto é o produto da pirataria marítima que vem sendo realizada nesta região do globo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Pirataria marítima, um crime organizado


Historicamente a pirataria esta concentrada nos estados fracos, porém o conceito de Estado fraco pode ser muito relativo quando comparamos os diferentes tipos de poderes e relações que os Estados têm.

Ao analisarmos um Estado podemos considerar que ele é fraco quando ele não conseguem garantir a sua segurança interna e externa, não garantindo assim a vida e a propriedade dos seus habitantes. Este cenário é ideal para a formação e o desenvolvimento da pirataria marítima porque o poder marítimo de um Estado é apenas a extensão do seu poder territorial, logo quando tal Estado não consegue garantir a segurança e a ordem interna dificilmente ele conseguira manter uma organização competente nas suas águas.

Com tal desordem a chance de se formar algum grupo terrorista interno é muito grande, na verdade o que podemos notar é a formação de milícias internas que lutam para garantir os seus interessem dentro de um Estado e freqüentemente tais milícias utilizam a pirataria marítima para conseguir dinheiro e para demonstrar o poder que este grupo tem dentro do Estado.

Podemos notar que a pirataria marítima moderna é um crime organizado que esta concentrado nos Estados fracos e além das conseqüências econômicas internacionais que tal ato causa, ele ainda causa um elevado índice de corrupção interna que afeta a estrutura e a organização dos Estados.

Fonte: MURPHY, Martin N. Small boats, weak states, dirty money: Piracy and maritime terrorism in the modern world. New York: Columbia University Press, 2010.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Pirataria marítima no Brasil.

A maioria das pessoas acham que o Brasil esta livre da pirataria marítima ou que este fenômeno não acontece em nosso pais, porém a realidade é muito diferente e irei dedicar este artigo para demonstrar o tamanho dessa atividade dentro do Brasil.

Devemos nos lembrar que o Brasil tem aproximadamente 7.367 quilômetros de linha costeira, sendo uma das maiores costas do mundo, o que é bom para o desenvolvimento econômico do pais, porém tal característica pode ser extremamente desfavorável no âmbito da segurança interna e na organização portuária.

Vale salientar que segundo a Interpol o Brasil é o terceiro pais que mais favorece o crescimento e o desenvolvimento do crime organizado e é considerado um dos maiores e melhores lugares para a exportação de drogas, como a cocaína, para a Europa e Estados Unidos, isso acontece porque no Brasil existe um grande problema de segurança portuária e corrupção governamental o que criou um ambiente propicio para as ações dos piratas, que foram muito constantes nos anos 90.

Em 1995 ocorreram 17 ataques segundo o International Maritime Organization, neste mesmo ano devido ao auto índice de ataques e a demonstração de fragilidade da segurança interna foi decretado uma Comissão Nacional Publica da Segurança nos portos, terminais e vias marinhas, tal Comissão tinha o objetivo de obter diversas informações sobre as ações ilegais que estava acontecendo nas águas territoriais do Brasil e realizar algumas manobras de patrulhamento visando o desaparecimento da pirataria marítima.

Tal comissão não obteve muito resultado e o porto de Santos e do Rio de Janeiro ainda são considerados dois portos perigosos, principalmente o porto de Santos que em 2001 teve um aumento nos índices de ataques aos navios que carregam containeres.

Esta atividade também acontece em diversos rios do Brasil, por exemplo no rio Marajó, no estado do Pará (Região Norte do Brasil) foram contabilizados em média 65 assaltos por mês em 2008 quando não existia nenhum tipo de embarcação para realizar a segurança, com algumas lanchas improvisadas este número caiu para 30 assaltos por mês.

Apesar de acontecer alguns esforços para minimizar o número de ataques, é difícil de se pensar que o Brasil ira reduzir o número de ataques sofridos de uma maneira drástica utilizando apenas algumas lanchas. Na verdade para que esta atividade seja combatida é necessário que o Brasil se engaje em um organismo multilateral que seja específico para o combate da pirataria marítima, apenas dessa forma nós poderemos elaborar uma ação especifica e eficiente para combater a pirataria marítima.

Fontes:

GOTTSCHALK, Jack; FLANAGAN, Brian. Jolly Roger with an Uzi: the rize and the threat of modern piracy. Annapolis: Naval Institute Press,2000.

MURPHY, Martin N. Small boats, weak states, dirty money: Piracy and maritime terrorism in the modern world. New York: Columbia University Press, 2010.